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The One I Want

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Aquela névoa decantou

e do cinza chumbo dourados raios iluminaram um rastro.

Mudando a bussola parece que o circundado momento

era o retornelo do que faltava aos dias.. desejo.

incessantemente. Cada vez que vejo. De novo.

Desejo.

Boca. Cheiro. dorso. Péle.

Em parte. um todo.

Acústica de uma cólera que me inunda.

Os olhos revolvem o espaço

Encontram. retraem. Reencontram. Expressam.

A véspera, amarga espera de um espaço dividir.

silencio tão cheio de sonoridade do sentir.

Lascívia. O colo acelera. Ofegante. Constante.Reverbera.

Espero.. entre um espaço de estrofe;

deixo o beijo que te espera.

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Flair

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Jaz um riso que desfaleceu frente as granulações desse tempo

Devora-me as memórias

liberta-me das insólitas visões de uma agora que não mais existe.

Perco-me nos arcabouços desse pensar que não estanca

gira

gira… gira…

tropeço. começo. a iris avista algo com cor. .. ah. novo amor.

Ir.. Ser.. Estar..

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Tudo esta escuro

Apenas o barulho nauseabundo

Do ventilador enferrujado paira no ar.

Olhos cerrados. Olhos cercados.

A gravidade zero da meditação

Escancara as faces vazias.

Uma corrente imagética de cores

Invade e evade do ser sem cessar.

Os ossos e músculos desprendem-se

Voar.

Na minha frente um caminho

Vislumbrar

Caminhar;..

Um jorro energético agarra

Alcançar, ser e estar.

Não existe luz

Mas tudo esta terrivelmente

Iluminado.

Claridade, clarear, deixar-se aqui.

As paredes movem

No sepulcro desta realidade vã,

Querer, fazer, voltar.

Escuto a correnteza

Sinto a densidade de seus minerais

Verbais, verborrágicos, vertentes

Sulfurosamente, vou, ser, estou…

Found You

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nature (9)

 

 

Sinto um peso

Natural do tempo que transpassa o ser.

Inquieto, impulsivo, mas sereno.

Melodia solar dos dias colores deste ciclo.

Fito meus pés, poeirentos e cansados;

De tantas jornadas acumular nos calcanhares

Em cada fibra dolorida por aquele peso do tempo

Uma memória dos feitos vividos cristaliza na retina.

Sinto as mãos, calejadas e já com rugas

Que incansáveis trabalham sem descanso.

Buscam novos feitos, tarefas, novos contatos;

Buscam o outro que ao coração alojou-se sorrateiro.

Sinto o corpo responder ao seu sorriso

E em seus braços encontrar o descanso

Dos caminhos percorridos até aqui.

Ao teu cheiro deixo-me na moleza

Que os beijos de tua boca me provocam

Em tuas mãos, fortes e precisas

Abro o ser que aos poucos lhe devora.

No pulsante coração que em teu peito eclode

Deixo os sonhos embalados de um sono tranquilo

Tudo fica da soleira para fora

Aqui dentro, apenas eu, você e o nós.

E após o dissipar da brisa da noite

Entre o raiar e o abrir dos olhos

Em seus lábios meu desejo paira

Junto com o tempo que entre nós…desmancha.

Love’s Pain

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Implacável o aperto em meu peito explode

Languida sensação da perda escorregadia entre os dedos.

O coração pacato de outrora

Em si, irrigado pela paixão que aflora.

Tão singelo, na inocência do sentir-se vivo

Pulsa amor vertendo os versos do desejo

Ao ser que lhe aquece o espirito só.

Abro minhas defesas

Deixo-me inteira entre os braços

E a boca que sacia a inquietude desta alma andante.

Entretanto, na selvagem pradaria deste muito sem desterro

Mesmo o amor em seu mais puro desabrochar

Precisa do cuidado para não decantar..

E enquanto a aurora clareia a escura solidão

Fito o horizonte na busca do simples oi.

Another Winter

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Outra canção acaba de começar

Exatamente na sequencia que se encerra neste instante.

Alguns loopings, aliterações e onomatopeias persistem

entre borralhos e fuligens das queimadas deste tempo.

Fecho as pálpebras inundadas da dor doce

Desse amargo infinito que fita a fronte..

o rubro céu da boca carcome das flores

que perfumam este caminho que nunca finda

serpenteio abismos, desertos e lugares ermos

numa busca de um porto atracar.

Frio, chuva, calor ou sequidão

nada aplaca a fúria deste coração

Ao alvo colo resta um aperto

que a serenidade dos invernos faz compreender

Jamais é tarde para terminar qualquer história

e muito menos para começar a viver.

A garganta seca e a mão treme

calma… calma… é apenas outro inverno que chega..

os frutos germinam assim que o sol aquecer os galhos gélidos

a florada das árvores colorirá os confins dos mares estreitos

e os pássaros flutuaram com nossos pensamentos

levando as palavras.. danadas fadas do que desejemos e não contamos

a onde a melodia do tempo possa apaziguar

os viajantes de todas as estradas.

 

mais um ano. Valeu muito. #birthday