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nature (9)

 

 

Sinto um peso

Natural do tempo que transpassa o ser.

Inquieto, impulsivo, mas sereno.

Melodia solar dos dias colores deste ciclo.

Fito meus pés, poeirentos e cansados;

De tantas jornadas acumular nos calcanhares

Em cada fibra dolorida por aquele peso do tempo

Uma memória dos feitos vividos cristaliza na retina.

Sinto as mãos, calejadas e já com rugas

Que incansáveis trabalham sem descanso.

Buscam novos feitos, tarefas, novos contatos;

Buscam o outro que ao coração alojou-se sorrateiro.

Sinto o corpo responder ao seu sorriso

E em seus braços encontrar o descanso

Dos caminhos percorridos até aqui.

Ao teu cheiro deixo-me na moleza

Que os beijos de tua boca me provocam

Em tuas mãos, fortes e precisas

Abro o ser que aos poucos lhe devora.

No pulsante coração que em teu peito eclode

Deixo os sonhos embalados de um sono tranquilo

Tudo fica da soleira para fora

Aqui dentro, apenas eu, você e o nós.

E após o dissipar da brisa da noite

Entre o raiar e o abrir dos olhos

Em seus lábios meu desejo paira

Junto com o tempo que entre nós…desmancha.

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