Monthly Archives: June 2012

Sol de Inverno

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Farfalhar suave de uma brisa elétrica

um gesto incerto entre uns tortos galhos do cerrado pujante.

Ouço a respiração, deste coração

cansado…

A alma em fuga

a mente gira feito pião.

nada no lugar. Tudo a formatar.

Tudo a recompor.

O todo, em fim, no vazio dorme tranquilo.

Caminho serpenteando os cacos

espólios de alguns embates de um tempo

longe, mas insistente..

perfaço

desfaço

escancaro o peito das correntes que pesam toneladas..

Alivio. O vento me toca de novo.

as objetivas turvam a paisagem verdejante que rodeia o ser só..

sulfúrica minha vontade vorazmente devora..

cada olhar.. cada ação.

Fitar.  Fitar-te nesse infinto azul

do inverno que aquece os desejos

dos corações em fúria.

go ahead

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Confusa.

Um tanto inquieta por não prever

Os movimentos das peças.

Um baile de valsa, entre a devassa e o garoto…

Ou entre.. a menina e o jogador.

Fair play…

Burilo cada olhar que cruza meu colo

Despisto cada suspiro que de meu ser emano

Seguro cada impulso de um mero puxar-te

E perco-me entre as ações que nunca

Parecem coerentes.

Instiga-me. Confesso. Despertas em mim

O mistério de desvelar- te inteiro.

Perturba-me o sono

Nos oníricos recortes de noites sujas.

Dilacero as falanges que ousam escrever-te palavras

Mas as rufadas do bumbo aceleram minhas sinapses.

Arisco.

Arrisco. Ínvido e aguardo o truco.

Sem mordaças. Sem promessas.

Apenas um céu purpura entre o agir e o esperar.

Movi minhas peças e deixo a ampulheta

À rodar….

Um de 2

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Take a Flash.

Apenas um olhar rápido

Entre uma multidão silenciosa

De corpos sem importância.

A savana urbana confunde

As sombras, apenas turvam..

O obturador que te vasculha.

Pudica a moça se enrosca em fitas

Enquanto ao longe o moço, se perde em fichas..

Existe tempo, neste mundo atemporal de agora.

 

Deslize.

Sem presa.

Nova canção;… novo horizonte…

As mesmas linhas paralelas ululam ao longe…

Num finito infinito de explosões internas

Deste universo sob a derme que habitamos.

Um todo. Um solo. Dois que em fricções

São apenas 1.

E no dueto de efemeridades de um desejo

Sozinho.. discreto..

A lascívia carcome o ventre em fúria

No timbre de um passo.. sem compasso…

Nesse baile de olhares até aqui, notívagos.