Monthly Archives: October 2011

Usted

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Observo

o cotidiano é um universo de microcósmos…

uma fresta, pequena, mas iluminada

Se faz passagem aos pensamentos que vagueiam.

Respiro

Os pessegueiros que perfumam a manhã

Acalentam os desejos, que, contidos

fazemos, esperar.

Despedir

O ultimo instante, entre o observar agora

e levar ao sonho, em um depois

nunca antes, nem nos andamentos

sempre ao fim.. e ao abraço um deixar

de um, para dois.

 

Saturday Morning..

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Quero um sorriso.

O seu, liso, limpo.

Não apenas nos lábios

Mas nas mãos, nos abraços.

No olhar, afagos…

Quero um tempo

Sem tempo

Estático, singelo.

Nenhum correr, apenas ser

Ter um riso, livre, belo.

Olho rasteiramente

Entre um rápido aceno

E o beijo a face encosta

Mas sempre, buscando o sorriso…

Que ao meu peito conforta.

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um trem parte

norte, sul; sem escala

o hálito frio do vazio chega mais perto

oeste, leste… algumas navalhas.

Em um momento redeado de rostos

olhos brilhantes, sorrisos efêmeros

sonoros amores..

no instante seguinte, distantes conhecidos

passados não mais vividos

espaços.. horrores.

Apenas um bilhete a mão.

nunca existiu outro. nem virá.

Apenas um coração.

Platônico almejo

lacônico gracejo

a solitude jamais lhe deixará.

Outro trem,

vem e vai. Eles vem. Mas não vão.

malas e bagagens. Cheias do vazio.

O Vazio pesa.

Pesa.. pesa.. e não embarca.