Monthly Archives: June 2011

Pós

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Apenas eis me aqui

sem máscaras, sem aparas

a casca há muito esfarela

pelas estradas intermináveis

do acaso assoviado pelo vento.

Sou apenas um ser errante

alma em riste, cabeça pulsante

força disfaçada

no amago a insegurança me corrói

pequenina faço-me gigante

rocha firme entre os pedregulhos esparramados

entre os lanhos que o tempo me prega

ainda resta, uma amalgama

ferina

feminina.

Splash Storm

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Repouso

numa tarde de verão

uma cadeia de montanhas no horizonte

uma atmosfera inebriante de um tempo que nunca finda.

Perambulo entre os arvoredos de refletir

Rubro céu de boca que em mim cala-se

o instinto do agir inquieta-se

na fria lâmina deste olhar que me evita…

sento-me então,

entre as fagulhas do braseiro que me consome

e o pujança do desejo, que por ora

arrefeço…