Monthly Archives: December 2010

Abro.

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Abro os braços

Tento tocar esta estrela que cintila e me encanta.

Uma doce melancolia, não tristonha;

Risonha,

Cerca meus pensamentos sem fim certo.

Começo a contagem, das horas atravessadas

Nesta jangada do tempo.

A transparência dos sentimentos

A impetuosidade das palavras

A generosidade dos sorrisos.

Lágrimas que molharam a terra

Infértil das aflições

Suspiros angustiados

Acalentado os corações.

Tudo intenso e tudo rápido

Voraz passagem do presente

Ao passado em instantes.

Tudo denso

Tenso sentimento de aceitar.

Aceitar caminhos.

Carinhos.

Aceitar amar.

Estico os dedos até esta estrela

E sua áurea luminosa me conforta..

Beijo a fronte do poeta deste sonho

E deixo o corpo flutuar entre seus versos

Certos pontos entre as vírgulas e travessões.

Plural lampejo de um beijo à esconder

Sim, sinto o desejo de jamais arrefecer.

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Em fim, Dezembro.

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Uma fração

Pisquei os olhos

Já se passaram

Quarto estações.

Entre frases de feito

Mau proferidas

Ainda restam, alguns bordões.

Palavras tortas

Bailão ao vento

Entre os resquícios dos beijos que lhe dei.

Corpo contido

Colo doído

As mãos que hesitam

Ao abraço amigo

Aceno ao longe um oi que nunca vem.

Assim dezembro, gira os grilhões do tempo

Um ano a mais entre tantos a menos

Festas, bodas, férias e comemorações

Algumas alegres, outras tristes

Sempre cheias de senões.

O perfume deste ciclo que se finda

Ainda exala na coragem retraída

Mesmo assim:

Ao largo sorriso desse sol que lá fora brilha

Jogo prá trás um pouco de sal

E deixo a porta entre aberta ao acaso

Que caso seje,

Sinta e entre neste mundo que é só meu.