Monthly Archives: November 2010

Novembro’s night

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Passou.

Um Sussurro sulfúrico

Rasga o ar em suas entranhas

Lancinantes cicatrizes marcam o dorso combalido

Entre plumas e paetês etéreos

Vejo o presente

Singelo.

Solitário.

Belo.

Os grilhões da letargia voraz

Quebraram-se.

Romper com as convenções tornou-se vital.

Entre um instante e outro

Troco a canção

Deixando a melodia bruxulear

Entre as matizes de um samba que finda.

Step One.

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Sambei varias ruelas

Até este porto atracar

Entrevi algumas janelas

Portas abertas à acenar

Hesitei, incontáveis vezes

Regressar à aquela bifurcação; e.. retomar.

Desliguei minha bússola

Pelas estrelas ofuscantes

Prostrado o ser deixou-se

E entre as lágrimas do desapego

Margeou sua solidão.

Inquietante caminhar na corda banda

Do destino certo das incertezas imprevistas

Faz- se robusto perante a sutileza do até logo.

Recolhi as anotações e esvaziei gavetas

Sorumbaticamente olhei o espelho

Neste estúdio de ilusões tão sólidas.

Cabeça ereta com o peito exposto

E lanhado pela lealdade combalida

Mesmo assim, ferida;

Entrego meu sorriso ao outro dia

Que na porta escura desse barco sem rumo certo

Raia ávida;

Pela pujança do novo recomeçar.