Entre estações.

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Faço aqui um juramento

Com peito aberto e o coração na bandeja

Deixo a volúpia das coisas instantâneas

E deito-me ao leito do perene.

Contesto o tédio dos ignóbios de fé

Que cegamente caminham em rumos incertos

Carrego incertezas de um futuro não dominado

Porém, repleto de possibilidades de um passado bem semeado.

Ao infinito céu de boca;

 Vôo sem destino

Para entre as brisas altas perder a matéria que me constitui

E sentir os acordes do mundo fibrilar meu dorso.

Não deixarei de ousar

Nem mesmo entre os caretas de alma

Jogarei as fichas nesses dados de vinte lados

E serei presente entre os sonetos roucos

Que espalham o rubro mais intenso que o carmim.

Serei festa onde o silencio sepulta a alegria

Serei chuva onde o calor atordoa em demasia

Serei luz onde o ébano se adensa

E ao fim;

Serei esperança de um infinito

Não finito e sempre além.

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One response »

  1. quando um nó dentro da garganta dificulta que as palavras tomem forma, é bom ver que os pensamentos não são tão egoístas que habitam somente às nossas próprias almas. quando a fé parece incerta, é bom reencontrar pessoas de bem e ver que aparentemente algumas delas persistem no mundo.

    foi muito bom te rever ontem.
    beijo carinhoso.

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