Monthly Archives: August 2010

Alabastro

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Passo por aqui

Por entre os perfumes que a noite exala.

Deixo-me um momento mais

Nos olhos a ânsia que a boca cala.

Percorro alguns atalhos

Desfaleço de cansaço

Mesmo triste existe esperança

Entre as luzes no alabastro

Que recebe as almas peregrinas.

Feito o canto

De um prato antigo que ecoa

A noite desaparece nessa aurora que teima em nascer

E eu;

Deito o dorso calejado

Para um minuto de paz..

Perecer..

Jamais.

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Spotlights.

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Busco as cores

Que se espalham pelas noites..

Entre as luzes que focam e desfocam

Entre os sorrisos e gaitadas

Ruas à Fora.

Entre um espasmo; prostrado

por entre os reflexos conexos

Nos momentos onde o tempo

Simplesmente para, e,

Se aconchega para acompanhar

A busca dos olhos…

A busca que se busca..

… e nunca chega.”

Brasas.

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Óh doce prelúdio

Que aurora arrefece

Sem demora

Sois aquarela acima

Desta névoa fumegante

Que aqui passeia…agora.

Uma fagulha de inquietação

Que perambula

Por entre os arvoredos

Ressequidos e retorcidos

Que à margem dos passeios

Ladeiam alguns caminhos..

Falta – nos ar

Mesmo umidificando os pulmões em brasa.

Falta-nos paixão

Esquecida concubina dos corações em fúria

Falta – nos inspiração

Musa concreta dos sonhos dispersos

Falta-nos um senão

Para estancar as palavras invertidas.

Phrasear.

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Risos

Lisos

Sem ais.

Olhares entrecortados

Acenos…

As luzes brilham distantes

Vagalumes de um porto onde atracar;

Ponte… atravessar.

Avesso ao regresso

Nenhuma palavra

Nem ao menos um oi

Surpresa descrente

Decepção..

Passou..

Gargalhadas entre o portão

O chaveiro na parede ainda fica

Balançando a saída do talvez

O perdão repousa plácido

Entre os lábios

Que ávidos

Calam as palavras

Que ainda

Querem ganhar o mundo.

Mudo.

Este coração em si fecha.

Não existe brecha.

Nem mais uma canção.

Apenas risos

Mesmo vazios

Risos

Que tentam colorir mais um refrão.

PhotoFrame

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Apenas desfaço

O laço

Desfalece o cetim

Entre o perfume dessa cidade

Que queima intensamente.

Não fujo

Encaro.

Disparo

E depois, aparo este frame.

Quisera distorcer

Assim só de olhar

Ou então na objetiva

Mergulhar entre sol e mar

Sem luz ou com muita exposição

Essências errantes

Capturar

Entre as almas consoantes

Transeuntes sem um lar.

Vários focos

E nenhum

Nos borrões do dia que passa

Nitidez

Liquefeita

Nos pingos de luz sobre

As siluetas que se espalham

Aja inspiração

Mesmo sem canção

Entre um passo ou dois

Valsar os olhos

Na procura

Minimalista

De qual ângulo espelhar

Ou então

Deixar o coração

Entre os versos em questão

E o obturador

Repousar….. 

Apenas desfaço

O laço

Desfalece o cetim

Entre o perfume dessa cidade

Que queima intensamente.

Não fujo

Encaro.

Disparo

E depois, aparo este frame.

Quisera distorcer

Assim só de olhar

Ou então na objetiva

Mergulhar entre sol e mar

Sem luz ou com muita exposição

Essências errantes

Capturar

Entre as almas consoantes

Transeuntes sem um lar.

Vários focos

E nenhum

Nos borrões do dia que passa

Nitidez

Liquefeita

Nos pingos de luz sobre

As siluetas que se espalham

Aja inspiração

Mesmo sem canção

Entre um passo ou dois

Valsar os olhos

Na procura

Minimalista

De qual ângulo espelhar

Ou então

Deixar o coração

Entre os versos em questão

E o obturador

Repousar…..

Constatar.

Standard

Retiro a rolha.

Suavemente encho a taça

Ainda escuto a musica

Reverberando em cada arcabouço

De meu pensamento.

Gentilmente uma saudosa sensação

De passado me abraça

Danço com ela

Esperando que o mais rápido

Vá embora.

Todos os lugares têm seu cheiro

E cada esquina reflete seu rosto

Vazio ou cheio;

Fatidicamente continua a passear

Em meus sonhos.

Construo uma máscara

Como outras tantas,

Vazia…

E mesmo assim, ela não me cabe

Não me sacia.

Enquanto a dor pujante

No espírito lateja

Independe o espaço tempo

Entre o aeroporto

E este possível vislumbre de olhar

Ao peito a mão aperta

Como se pudesse resguardar

O coração ainda ferido

Frágil ponto desta armadura de guerra…

E mesmo com cuidado

De um passo em falso lançar

Não seguro as lágrima

Que de minha alma vertem sem parar.

Não nego uma fração

Entre estes anos de solidão

Mesmo virando a ampulheta

E desenhando outros painéis

Só uma verdade não sofreu alteração

Entre os senões e bordéis

Passe eras

Passe o tempo

Tufões e vendavais

Ainda amo como outrora

Seu ser com todos os ais.

Proseio.

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Desdobro

Inverto alguns pólos

Encontro o cerne de veios

Nodosos;

Contesto.

Atesto que o vil metal

Desfalece entre os acordes

Dos violinos poentes.

Sento à luz das palavras que voam no tempo

Como águias caçadoras

Em busca do alimento das almas errantes

No desterro abaixo de nossos olhares.

Ofuscar.

O brilho intenso de sua pele

Serena

Languida angustia de a um final

Chegar o ponto.

Torto.

Morto.

Porém ponto.

Calo-me em arcabouços

Soluço a solitude por entre frestas

De onde contemplo este ar rarefeito.

Cerro as grades desta cela sem teto

E mesmo assim

A prisão postiça posterga a liberdade.

Liberta.

A alma solta refestela entre a folhagem

Verdejante da memória distante.

Não quero voltar.

Nem mesmo prosseguir.

Quero apenas deitar

Ficar

Aqui.