Jeruza

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Até logo

Vou virar aquela esquina

Seguir em frente e deixar

Com que os cabelos revoltos

Baguncem ao vento que canta

A melodia de despedida desta terra.

Guardo comigo as memórias vívidas

Dos amigos que aqui fiz

Dos amores que aqui colhi

Dos momentos que aqui vivi

Das alegrias que aqui plantei.

Já fiz outras vezes o trecho

Na estrada à minha frente

Mais fria, ás vezes quente, porém;

A mesma.

O que agora em mim muda

É o tempo que matura.

Saio de cena neste ato errante

Entre aplausos e pedidos de bis

Sou tentada a ceder à platéia

Mas no fim, retorno aqui.

Tudo que roda

Nessas calhas da vida

Embora instintivas

Predestinadas e escritas estão.

O ciclo só muda o diâmetro

Mas sempre , quase sempre,

A mesma direção.

Até logo, aceno o braço;

A garganta embargada

Pelo marejo no olhar

O retorno ao ninho amigo

Foi intenso

Como as novas amizades feitas

Neste novo acordar.

Torço jornal, colo e monto

A escultura da alma humana

Em desespero

Pretenso apelo para a compreensão

Do agora

Entre as notas e gracejos

Entre os muros e calçadas

Os canários e as estrelas

Entre o tudo e o nada.

Jaz em meu peito

Variantes sentimentos

Entremeados pelas cordas

Desta grande vastidão

Sem mais palavras

Ponho-me inteira

Na exposição

Que se chama solidão.

Então continuo

À arrumar as malas

Chapéu na mão e os óculos ao sol

Até logo,

É apenas mais um momento

Enquanto preservo o passado

Nas despedidas deste presente

Aconchegadas no coração.

ps: Boa viagem dear friend.. take a road jack and go back…

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