Nego

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Nego-te o meu desejo mais voraz

Carregado de um séquito de sentimentos

Mesmo sendo de ti ardente

O furor que me guia

Não posso permitir efusiva euforia.

Nego-me a imprudência do erro

Mordaz sensação de falha mundana

Por entre as falas desfaço alguns começos

E atenho-me a certeza

De jazer co coração entre as mortalhas.

Nego os impulsos desta alma

Em desespero etéreo

Perfaço meus escudos

Menos sofrer aos olhos sérios.

Nego-te o beijo que de meus lábios escapa

Mesmo rascunhado o endereço de chegada

Não mereces meus olhares

Muito menos minhas palavras

Entre versos e cadências

Dos fotogramas do tempo

Nego avidamente

Enquanto apenas auroras houver

E volto à negação, em sublime aceitação

De que mesmo ao negar-te

O que em mim pulsa

Nego-me um dia a menos entre as estrelas

E aceito um dia a mais na solitude.

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