Deixei você entrar.

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Deixei você entrar

Com toda a força e magnitude

Opulenta de sua simetria

Deitei-me à contemplar-te

No silencio de uma noite morna de outono.

Vagueie os pensamentos

Por terras inexpugnáveis

E senti-me tão… pequena…

Bebi do prata incandescente de sua fronte

Dormi sob o cintilar de seu reino

Brinquei em um jardim abençoado

Por tua graça

Onde entre os arvoredos e

Roseiras voluptuosas

Deixava-se em rastros prateados

A abrilhantar-me os sonhos.

Puxei-a para mim

E senti a força descomunal orbitar-me

Na grandiloqüência de seus vales

Nada falei, não precisei.

Embora a minh’alma dilacerada

Perambulasse por um bosque ébrio

Os passos desta peregrina errante

Encontraram o caminho

Sob seu manto de luz.

Agora precisas descansar

Enquanto adormece nesse leito celeste

Fico aqui

A espera de mais uma sorte noturna

Embebedar-me de você.

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