Indissolúvel

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Indissolúvel

Transpasso o universo de papel

Que invariavelmente baila em minhas mãos.

Sinto a ânfora perfumada das rendeiras do tempo

Lavando os pés

Que sobem os degraus iluminados

Na busca do reconforto de suas feridas.

Escudos baixos

Sílex espalhados por este vale de sangue

Onde o hálito fétido da imundice

Suplanta a vitoriosa cruzada

Das palavras puras.

Arrefecer.

O peito sem couraça

Aberto como alvo

Não tem medo

Não tem receio

Não tem recusa.

Deite seus cabelos

Revoltos

Entre os braços cansados

De varrer os solos mais ermos

Em busca do seu sorriso.

Aqui,

Entre os escalpos de guerra

Trago o estandarte

Dos sentimentos que me guiam

E mais uma vez jogo

Aos seus pés.

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