Daily Archives: May 4, 2010

Algemo.

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Algemo-te a mim.

Em um lamaçal de sentimentos

Que viajam na liteira

Desmantelada deste tempo.

Extraordinários recantos intangíveis

São nossos esconderijos

Enamoro o braseiro desta alma

Que implode as entranhas ferventes..

Um escudo polido cega a horda de lanceiros

Que se faz ao longe.

Entre os cascos afoitos que massacram os juncos

Um raio tão brilhante como

A Glória da misericórdia divina

Rasga do céu a terra em instantes.

Não existe forma de desatar esta corrente.

Amantes.

A verdade sepulcral jorra

Entre os sussurros do silencio

Adorno os caibros da capela campestre

Que espera seus passos adentrar

A túnica de lã esta no chão

E sob o firmamento gélido e opaco

Deste tempo cinza chuva

Que na abóboda celeste faz-se firme

Deito entre as margaridas deste prado de sorrisos

E risos

E aguardo

A cruzada embutida em sua sina

Findar mansamente

Como o aroma do jasmim que evapora.

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