Pestanas.

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Dilacero cada fibra

Deste invólucro amargo

Um vermelho rubro

Doce como o infinito

Explode no finito

Espaço do segundo

Que conta o piscar dos olhos

Que jogo ao ar.

Defenestro.

Dito uma constelação

De símbolos para exprimir

Os balões canários que eclodem

E simplesmente voam e se vão.

Vão no vão entre os atos tortos

Afoitos e desconexos

Em uma junção disléxica

De um léxico sucinto de sinônimos

Para com as coisas que possam existir.

Desprego.

Cada veio muscular deste tecido humano

Mastigo. Pacientemente.

E peço mais um cálice de vinho.

Estico a corda musical que me guia

E aguardo, mais um piscar de olhos

E a inexorável intensidade de atos

Que se escondem atrás das pestanas.

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