Monthly Archives: March 2010

virtualidade

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Saia daqui.

Evapore. Desmanche.

Materialização virtual sem contato

Por Quê¿ Para que¿

Sejamos ferozes em nossas ações

Ou não tocaremos no graal

Sejamos fortes em nossas posturas

Ou então sobrepujar a nós mesmos será um fim.

Queira algo com o ultimo suspiro de seus pulmões

E faça. Conquiste. Saboreie. Compartilhe.

Não existe fraqueza em pedidos de desculpa;

Tão pouco, feiúra em encarar uma falta de honradez

E reparar, mesmo que seja para distante se prostar.

Isso aqui e agora, não volta e

Não teremos como apagar.

Apenas deixe-se

 Aceitar.

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O Templário das terras do Sul

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Um flash. Pronto. Aconteceu.

Em meio aos amigos, um conhecido

Alguém assim, apenas mais um sorriso.

Nessa jornada terrena, boiadas, risadas

E o tempo por companheiro, vai seguindo

Nessa estrada sinuosa e poeirenta.

Soldados tombados, trincheiras abertas

Nevascas e desertos gradativamente

Ganhavam posições geográficas

Nos dias quentes da cidade que ferve.

Cada vez mais altivo. Cada vez mais amigo.

Não existe e não necessita-se saber

Qual o ponto eqüidistante deste encontro.

Irmandade de templários do oeste

Entre os homens e uma menina

Que é voraz igual Joana

e invade suas conversas robustas.

Subitamente separações.

Alias, algo que este grupo sabe o peso e as dimensões.

Sacrifício, saudade, languinar…

Mas para tudo que se faz com fervor e amor

A fé de que o caminho não é belo, mas é necessário;

Suplanta,

Essa ausência que mortalha cada dia

Sem aquela comunhão de outrora tão vivida.

Sei que entre um frame e luz divina ou natural

Tua busca ao que te move torna-se cada vez mais real.

Nossa ânsia de te ver fagueiro empunhando um obturador cada vez mais veloz

É o que ajudar a decantar o vazio

Da ausência diária do companheiro de várias batalhas.

Assim como outros em cruzadas em terras médias

Sua peregrinação em breve ao seio materno terá o retorno

E a templária, garotinha que em versos verte os sentimentos

Ou aqui, ou na ilha estará junto a ti

Construindo um caminho, agora florido, depois das tormentas

Onde receberemos os guerreiros pródigos em suas voltas

Sentaremos à mesa em comemoração

Salutar

Por esta união tão perene, sincera e eterna.

AMIZADE…..

Ao Preto vulgo Gustavo Adriano que não gosta de poemas mas hoje é seu aniversário. Te amo amigo e roubei sua foto.rs.. Pic By Gustavo Adriano.

Mao o Samurai

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Acordei fitando-lhe o sorriso.

Liso, limpo e maroto

Seguido daquela gargalhada salpicante

E totalmente liberta, contagiante.

Senti-me feliz, por correr a escrever-te palavras

Que ululavam em meu pensar

Aflito e afoito pelo apertar que recaía ao colo.

Instintivamente retomei cada  segundo passado

Os óculos arredondados e camisetas pólos

As odes trocadas em papel pardo nas caixas de correio

O chapéu panamá e o “fiorino”

Os romances e as sensações de lança transpassada ao peito

Tão fortemente dividida entre esta duas almas de últimos românticos

Que não foram conduzidos pela tuberculose amiga.

As escolhas, os amores, as paixões, as companhias.

Nossos alicerces. Nossos sonhos. Nossos projetos.

No girar das calhas da roda do mundo,

Encontramo-nos em um ponto eqüidistante de nós mesmos.

Criações distintas, divergente, e alicerces tão, complementares…

Não vejo onde após o tropeção no vasto saguão de outrora

Separamos nossos entrelaçamentos.

Sua felicidade é em partes minha. Suas vitórias me são saborosas.

Seu sofrer me afeta. Sua busca é uma incógnita.

E sei, que isso é mão dupla.

E não finda, nem antes, nem agora e nem nunca.

Somos amigos.

 E a força dessas duas palavras pequenas é igual a essência do universo.

Amigos somos. Assim. Sem glacê, sem delongas.

E a ti, amigo, meus sonhos riem, meus olhos abençoam

Minhas preces chegam, minhas mãos te curam

Meu amor motiva, minha felicidade reverbera.

Sempre na linha de frente. Nunca longe da trincheira.”

Parabéns ao samurai que esta distante, sabe o quanto te amamos amigo. Pic by Mao_zen

Espera.

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Chego ao ponto

Centro cego então.

Respiro ofegante, corri muito

Várias vezes em contra- mão.

O dorso despenca quando o apito do final

Ao longe reverbera.

Fiz tudo, fui tudo, e agora¿

Espera.

Aos meus olhos uma turva manhã

Presente ao café se fizera

Na garganta um silencio cala-me

Sinto  os segundos, depois os minutos

Devorando meus dias como pantera.

Cada ponto, cada pergunta

Uma resposta, uma possibilidade.

Avante. Enxugo a lágrima invisível

Que a face surge como quimera

Levanto os ombros, limpo meu óculos

Caminho, coração leve; penitente

Seja como em meus sonhos quisera.

QUIS.

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Quando olho ao ébano celeste

Ergo firme a fronte nunca vazia

Mesmo imprensada entre os pensares e afazeres

Deixo que os olhos de minh’alma sejam meu guia.

Diuturnamente sinto-me um galho ressequido

Em meio a vastidão de margaridas a desabrochar

Então, reparo no verde que em mim brota,

 Na verdade; Sou uma orquídea a perfumar.

Com o facão afiado de destino

Abro os caminhos turvos e escuros vez- ou outra

Tenho meus medos, receios e fraquezas;

Mas deixo-os guardados, e anotados na prata lousa.

Não me arrependo de nada feito

A não ser claro, o que podia e não fiz,

E minha busca, incerta continua ao longe

Não sei ao certo, mas um beijo seu, eu quis.

Cinza girl

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Uma pétala dança ao vento

Na suavidade das escalas

da melodia entoada do tempo.

Existe um perfume melancólico neste ar

De uma inenarrável beleza;

e difícil de aceitar.

Em um instante tudo para, menos esta canção.

Passa-se o ponto, mas não passa-se o refrão.

A pétala em fim, chega ao chão;

Pousa linda e lisa na plasticidade

Deste pequeno foco de visão.

Na sutileza do impensável belo em si

Tudo gira , tudo move, no agir.

Calmamente contemplo o silêncio

desta queda voluptuosa

 e então

sinto-me só, neste palco imenso e sem ação.