Daily Archives: March 14, 2010

Espera.

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Chego ao ponto

Centro cego então.

Respiro ofegante, corri muito

Várias vezes em contra- mão.

O dorso despenca quando o apito do final

Ao longe reverbera.

Fiz tudo, fui tudo, e agora¿

Espera.

Aos meus olhos uma turva manhã

Presente ao café se fizera

Na garganta um silencio cala-me

Sinto  os segundos, depois os minutos

Devorando meus dias como pantera.

Cada ponto, cada pergunta

Uma resposta, uma possibilidade.

Avante. Enxugo a lágrima invisível

Que a face surge como quimera

Levanto os ombros, limpo meu óculos

Caminho, coração leve; penitente

Seja como em meus sonhos quisera.

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